A bandeira tarifária permanecerá amarela em julho, informou ONTEM, (26) a Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo de R$ 1,885 a
cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz, no
próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema
Interligado Nacional (SIN).
Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", explicou a agência.
Bandeiras tarifárias
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia
elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que
define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e
traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Portanto, as cores são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 kWh consumidos. Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh; na bandeira vermelha, no Patamar 1, a tarifa aumenta R$ 4,46 / 100 kWh.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições
de geração são ainda mais caras e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada
100 quilowatt-hora kWh consumido.
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