Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado durante investigação de desvios e sonegação — BNews RN - Divulgação
O combate à criminalidade
organizada no Rio Grande do Norte ganhou novos contornos nesta sexta-feira
(11/09/2026), com a deflagração da Operação Catálise. A ação, conduzida pelo
Ministério Público (MP) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (GAECO), desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação de
impostos e falsidade documental que utilizava lojas de autopeças para mascarar
movimentações financeiras ilícitas. O impacto dessas fraudes
transcende os números: ao evadir tributos, grupos criminosos retiram recursos
essenciais para a saúde, educação e infraestrutura da sociedade potiguar. A
operação, que mobilizou mais de 180 profissionais, incluindo promotores, policiais
civis e auditores da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), resultou no bloqueio de um
prédio comercial de R$ 6 milhões, simbolizando um esforço de recuperação do
patrimônio público subtraído da população.
As investigações, que seguem
sob sigilo judicial enquanto não houver trânsito em julgado, revelam um cenário
de sofisticação criminosa que exige rigor técnico e integração
interinstitucional. A colaboração entre o MPRN, a Procuradoria-Geral do Estado
(PGE) e a Secretaria de Tributação (SET) tem sido o pilar para enfrentar redes
que tentam fragilizar o sistema fiscal do Estado.
Radiografia da criminalidade
financeira em 2026
O ano de 2026 tem sido marcado
por uma atuação incisiva do Ministério Público. Entre as ações de maior vulto,
destacam-se três operações fundamentais:
- Operação Conto da Sorte (18/06): Focada na
exploração irregular de apostas online (bets), a investigação revelou como
o grupo utilizava a estrutura da prefeitura de Bodó para dar aparência de
legalidade a movimentações de R$ 415 milhões em apenas 10 meses.
- Operação Emirados (23/06): Investigou um
passivo tributário de R$ 73 milhões. O caso emblemático envolveu a compra
de um carro de luxo de R$ 800 mil registrado em nome de um contador com
remuneração modesta, evidenciando o uso de "laranjas" para
ocultar bens.
- Operação Oxigênio Financeiro (27/08): Desarticulou
um esquema de desvio de verbas públicas da atenção domiciliar (home care).
Mais de R$ 37 milhões foram desviados por meio de laudos médicos
superdimensionados, afetando diretamente a qualidade do serviço prestado
aos cidadãos potiguares.
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