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domingo, 13 de setembro de 2026

RN: MINISTÉRIO PÚBLICO AMPLIA COMBATE A CRIMES FINANCEIROS COM OPERAÇÃO CATÁLISE


Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado durante investigação de desvios e sonegação — BNews RN - Divulgação
O combate à criminalidade organizada no Rio Grande do Norte ganhou novos contornos nesta sexta-feira (11/09/2026), com a deflagração da Operação Catálise. A ação, conduzida pelo Ministério Público (MP) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e falsidade documental que utilizava lojas de autopeças para mascarar movimentações financeiras ilícitas. O impacto dessas fraudes transcende os números: ao evadir tributos, grupos criminosos retiram recursos essenciais para a saúde, educação e infraestrutura da sociedade potiguar. A operação, que mobilizou mais de 180 profissionais, incluindo promotores, policiais civis e auditores da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), resultou no bloqueio de um prédio comercial de R$ 6 milhões, simbolizando um esforço de recuperação do patrimônio público subtraído da população.

As investigações, que seguem sob sigilo judicial enquanto não houver trânsito em julgado, revelam um cenário de sofisticação criminosa que exige rigor técnico e integração interinstitucional. A colaboração entre o MPRN, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria de Tributação (SET) tem sido o pilar para enfrentar redes que tentam fragilizar o sistema fiscal do Estado.

Radiografia da criminalidade financeira em 2026
O ano de 2026 tem sido marcado por uma atuação incisiva do Ministério Público. Entre as ações de maior vulto, destacam-se três operações fundamentais:

  • Operação Conto da Sorte (18/06): Focada na exploração irregular de apostas online (bets), a investigação revelou como o grupo utilizava a estrutura da prefeitura de Bodó para dar aparência de legalidade a movimentações de R$ 415 milhões em apenas 10 meses.
  • Operação Emirados (23/06): Investigou um passivo tributário de R$ 73 milhões. O caso emblemático envolveu a compra de um carro de luxo de R$ 800 mil registrado em nome de um contador com remuneração modesta, evidenciando o uso de "laranjas" para ocultar bens.
  • Operação Oxigênio Financeiro (27/08): Desarticulou um esquema de desvio de verbas públicas da atenção domiciliar (home care). Mais de R$ 37 milhões foram desviados por meio de laudos médicos superdimensionados, afetando diretamente a qualidade do serviço prestado aos cidadãos potiguares.

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