O consumidor do Rio Grande do Norte sentiu um aumento expressivo no preço da gasolina comum nos últimos dias. Em boa parte dos postos da Região Metropolitana de Natal, o litro do combustível passou a ser comercializado por R$ 6,59, em média – o que representa alta de cerca de 30 centavos. A razão para o aumento está no reajuste do ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis e em sucessivos aumentos praticados pela refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré (RN) e operada pela Brava Energia, empresa privada.
Em janeiro, o preço da gasolina na refinaria potiguar sofreu dois reajustes. No dia 15, o valor saltou de R$ 2,42 para R$ 2,56 por litro. Já no dia 22, houve nova elevação, passando de R$ 2,56 para R$ 2,60. No total, uma alta de 18 centavos em menos de duas semanas. Na segunda-feira 26, a Petrobras anunciou redução de 14 centavos no preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas o impacto não deverá ser percebido no Rio Grande do Norte justamente porque a refinaria Clara Camarão é privatizada.
Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN), Maxwell Flor afirma que, além do custo do combustível na origem, a tributação tem peso decisivo no valor pago pelo consumidor. Ele explicou que, desde 2023, a gasolina e o diesel deixaram de ser tributados por alíquota percentual e passaram a ser cobrados por um valor fixo por litro. No início do ano, o ICMS da gasolina passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, um aumento de 10 centavos. Somados aos impostos federais, a carga tributária responde por uma fatia significativa do preço final. “Se você somar já R$ 1,57 com R$ 0,70, passa de R$ 2,20, quase R$ 2,30, só de imposto”, disse Maxwell Flor, em entrevista à rádio CBN Natal nesta segunda-feira 26. Ele reforçou que o posto é o último elo da cadeia e que a margem de lucro da revenda é reduzida diante do peso dos tributos e dos custos de aquisição.
Como o preço do combustível é
formado
O presidente do Sindipostos-RN
também detalhou como se forma o preço da gasolina até chegar à bomba. A
gasolina tipo A é produzida nas refinarias e vendida às distribuidoras, que
adicionam o etanol para formar a gasolina tipo C, comercializada pelos postos.
“Hoje a distribuidora adquire também o etanol, que corresponde a 30% de um
litro de gasolina”, explicou, lembrando que a mistura subiu de 27% para 30%, o
que também influencia o custo final do produto.
Agora
RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário