Em júri
popular realizado nesta quarta-feira (15) em Caicó, o Ministério Público do Rio
Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação Francisco Gabriel Leite Régis pelo
assassinato de Whadson Whonam Silva de Araújo. O crime aconteceu na madrugada
do dia 29 de abril de 2024, no interior da academia da qual a vítima era
proprietária. A Justiça fixou a pena definitiva em 21 anos de reclusão em
regime inicial fechado.
O MPRN, no
júri, demonstrou que o crime foi motivado por ciúmes e possessividade do
condenado em relação à sua ex-companheira, que trabalhava no estabelecimento da
vítima. Segundo a denúncia, o réu nutria ódio por homens que faziam parte do
ciclo social da ex-namorada e já havia realizado ameaças e perseguições
anteriores. O MPRN reforçou que a vítima foi morta por motivo torpe e mediante
recurso que impossibilitou sua defesa.
Emboscada
As
investigações apresentadas pelo MPRN revelaram que o executor realizou uma
emboscada, aguardando por cerca de uma hora até que o empresário abrisse a
academia. Whadson foi atingido por sete disparos de arma de fogo calibre 9 mm,
sendo a maioria deles efetuada pelas costas.
A análise de dados telemáticos realizada durante o processo mostrou que,
minutos antes do crime, o condenado pesquisou na internet sobre o manuseio e
travas de segurança de pistolas. Câmeras de monitoramento próximas ao local
registraram a movimentação do homem, cujo perfil corporal foi considerado
semelhante ao do acusado em exames de imagem.
Sentença
Na
dosimetria, foram consideradas negativas a culpabilidade acentuada e os maus
antecedentes do réu, que já possuía condenação anterior por roubo. A Justiça
negou o direito de recorrer em liberdade para garantir a ordem pública,
mantendo a prisão preventiva que já vinha sendo cumprida desde junho de 2024.
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