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domingo, 13 de julho de 2014

COPA DO MUNDO 2014: RECORDES NEGATIVOS MARCAM CAMPANHA DO BRASIL COMO ANFITRIÃO

Julio Cesar gol jogo Brasil x Holanda (Foto: Ap)
Bola entra no gol de Julio César em pênalti cobrado por Van Persie: quase o mais rápido sofrido pelo Brasil (Foto: Ap)

Não foi o desastre da última terça-feira, mas passou bem perto. A Seleção voltou a sofrer uma pane técnica, tática e emocional, tomou dois gols em 16 minutos, o primeiro deles aos dois, e encenou o último ato da Copa em casa com mais uma derrota. Sem balançar a rede do adversário há 240 minutos na Copa do Mundo, a Holanda se aproveitou das falhas do Brasil e dos erros da arbitragem para fazer 3 a 0 e ficar com o terceiro lugar. Dessa vez, o adversário abriu o placar antes mesmo da Seleção conseguir ter a posse da bola. Depois de apenas dois cortes de cabeça para a lateral e trocas de passes sem perder o domínio, a Holanda abriu o placar em pênalti mal marcado pelo árbitro argelino Djamel Haimoudi de Thiago Silva em Robben (a falta foi fora da área) e convertido por Van Persie. Ampliou aos 16, em rebatida errada de David Luiz que Blind converteu. E selou mais um vexame em verde-amarelo quando boa parte dos 68.034 torcedores presentes ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, gritava olé, aos 46 do segundo tempo, com Wijnaldum.

Agora, é mirar 2018. Até a Copa da Rússia, a Seleção precisa se reencontrar. Em setembro, joga dois amistosos nos Estados Unidos, contra Colômbia e Equador. Em outubro, dia 11, tem o desafio do Superclássico das Américas, no Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim. O adversário é a Argentina, finalista do Mundial - que enfrenta a Alemanha, neste domingo, no Maracanã, às 16h (de Brasília). No meio do caminho até a Copa de 2018, o Brasil tem de novo pela frente o sonho de conquistar a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, com uma equipe sub-23, podendo ser reforçada por três jogadores mais velhos. Chance e tanto para mais uma renovação, a mesma que não deu tão certo em 2014. Resta saber ainda se quem continua à frente do projeto na CBF é Felipão, muito questionado após os dois vexames finais no Mundial.

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