No dia em que o Poder Judiciário do Rio Grande do Norte empossa
40 novos juízes, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Claudio
Santos destacou a importância dos magistrados enquanto autoridade pública nas
comarcas do Estado. Santos frisou ainda que 80% das ações que tramitam no RN
estão na Justiça Estadual. “O grosso da necessidade da população à espera do
Estado-Juiz recai sobre os ombros dos juízes estaduais, que têm que julgar desde
processos penais, a processos de família, cíveis, questões de posse”, enumera.
A
posse acontece logo mais, às 17h, no auditório da Escola da Magistratura do RN (Esmarn),
em sessão solene do Pleno do TJRN. “Hoje é um dia festivo para o Poder
Judiciário, considerando que se preenche um vácuo de autoridade judiciária no
interior do RN, em cerca de 35 comarcas que estão há muitos anos sem um juiz,
sem autoridade pública maior, sem presença do Estado. É um momento de muita
alegria para o Judiciário cumprir com a maior obrigação que é prestar um serviço
público essencial da Justiça”, afirmou o desembargador Claudio Santos. O
presidente do TJRN falou sobre o esforço do Tribunal para concluir o concurso
público, iniciado em 2012, em meio à grave situação econômica porque passa o
país e o RN.
“As circunstâncias são extremamente adversas, mas o interesse
público é mais importante, mais significativo que todas as dificuldades que nós
encontramos nos últimos 15 meses para efetivar essa imperiosa necessidade de
dotar as principais cidades do estado de um juiz, que vai proporcionar a paz nas
relações sociais, no interior do estado principalmente”. O desembargador Claudio
Santos lembrou que o ingresso dos 40 novos juízes ainda não será suficiente para
acabar com o déficit de magistrados, pois entre varas e comarcas há 69 vazias
(35 das 65 comarcas estão hoje sem juiz titular). O presidente da Corte de
Justiça acredita que nos próximos anos seja possível realizar novo concurso para
cobrir o déficit restante de 29 vagas para juízes. “Aí sim, a estrutura do Poder
Judiciário Estadual estará preenchida”. Após tomarem posse, os 40 novos juízes
substitutos passarão por um curso de formação com quatro meses de duração,
realizado pela Esmarn. Esta é a última etapa antes de assumirem unidades
judiciais e começarem a atender a população do RN.
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