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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ALUNOS REIVINDICAM CONVOCAÇÃO DE PROFESSORES NO RN

Estudantes protestam na Seec pela falta de dez profissionais para lecionar disciplinas básicas como português e matemática. Foto: Heracles Dantas
Estudantes protestam na Seec pela falta de dez profissionais para lecionar disciplinas básicas como português e matemática. Foto: Heracles Dantas

Cerca de 40 alunos da Escola Estadual Padre Miguelinho foram até a Secretaria de Estado da Educação (Seec) na manhã desta quinta-feira (19) para pressionar o governo quanto ao descaso praticado com a unidade de ensino, que vem sofrendo há meses por falta de profissionais para lecionar as disciplinas curriculares. Diversos estudantes do Ensino Médio, e que estão prestes a passar pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), se sentem prejudicados com a situação. De acordo com eles, faltam dez professores para lecionar disciplinas como português, matemática, geografia, história, física, química, sociologia, filosofia e inglês. Das 17 turmas existentes na escola, apenas cinco estão com o quadro curricular de aulas completo. Além disso, os alunos ainda denunciam que, por recomendação da secretaria, algumas turmas podem ser fechadas por estarem ocupadas por um pequeno número de estudantes.

“Isso é mentira. Acredito que eles querem solucionar o problema da falta de professores dessa forma, alegando que nessas turmas há poucos alunos. Mas a verdade é que, se isso realmente acontecer, haverá uma superlotação nas salas de aula. Nós não queremos solucionar um problema com outro”, afirmou a presidente do grêmio estudantil da Escola Padre Miguelinho, Lúcia Crisante. Coordenando o protesto que aconteceu na secretaria, Lúcia informou à reportagem que há dificuldade de interlocução entre alunos e a secretária de Educação Betânia Ramalho. “Nós queremos a convocação de professores. Já havia uma deficiência muito grande na rede estadual de ensino e com a redução da carga horária dos professores a situação piorou. Não há profissionais suficientes e muitas turmas em nossa escola estão sem aula”, afirmou a estudante.

A presidente do grêmio ainda disse que desde o ano passado que os próprios alunos se dispõem a discutir e cobrar soluções para os problemas junto à Seec, mas nada é conquistado na base da conversa. “Acredito que só assim, fazendo protesto, que nós conseguimos realmente ser ouvidos”, disse Lúcia Crisante, afirmando ainda que a situação que ela enfrenta é comum a muitos alunos da escola. “Eu passei o primeiro e segundo ano do Ensino Médio sem aula de história e só agora estou conseguindo ter aulas de reposição, através de oficinas. O problema na nossa escola é antigo”, afirmou. Na ausência da secretária Betânia Ramalho e do secretário adjunto da pasta de Educação, Joaquim Oliveira, os estudantes foram recebidos pelo subsecretário de Educação, Oswaldo Neto. Na ocasião, Oswaldo ficou responsável por receber a pauta de reivindicações e dar procedimento às discussões com a secretária titular da pasta.

“Nós sempre estivemos dispostos a ouvir os estudantes e com eles não será diferente. Apesar da ausência da secretária, nós iremos receber a pauta e ver o que poderá ser feito”, afirmou o subsecretário de Educação. De acordo com ele, o quadro de professores do Estado ainda está passando por uma reformulação, em função da redução da carga horária de trabalho – de 30h para 20h em sala de aula – conforme orienta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. O subsecretário de Educação ficou de repassar para uma comissão dos estudantes a planilha de recursos destinados a Escola Padre Miguelinho, de modo que eles conheçam o que é repassado para a diretoria e o que pode ser feito com esses recursos para melhorar os investimentos na unidade. Além disso, a secretaria ficou de apresentar na próxima quinta-feira, 26 de setembro, uma solução quanto à reestruturação da carga horária dos professores para suprir as disciplinas descobertas.

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