
O presidente Michel Temer durante cerimônia alusiva a 1 ano de governo, no
Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 12/05/2017 (Evaristo Sá/AFP)
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quinta-feira a
abertura de um inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB), que foi acusado pelo empresário Joesley Batista, da JBS,
em delação premiada de ter estimulado o pagamento de propina ao ex-deputado
federal Eduardo Cunha (PMDB), preso na Operação Lava Jato, como forma
de mantê-lo em silêncio. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, deu sinal
verde ao pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, Temer
passou a ser formalmente investigado na operação que apura o maior escândalo de
corrupção e lavagem de dinheiro da história do país.
Depois das revelações, na quarta-feira, Temer convocou uma reunião de
emergência no Palácio do Planalto e, em seguida, divulgou a seguinte nota: “O
presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do
ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento
com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo
ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no
Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do
presidente da República. O presidente defende ampla e profunda investigação
para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a
responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a
ser comprovados”.
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