Esse é o valor indicado pelo Ministério da Saúde que
apresentou irregularidades na utilização para o combate ao glaucoma.
Indícios de fraudes e outras irregularidades de R$ 30
milhões levaram o Ministério da Saúde a suspender o repasse de recursos para o
combate ao glaucoma no Rio Grande do norte, Paraíba, Maranhão, Minas Gerais e
Alagoas. A constatação foi do próprio MS, que encaminhou aos ministérios
públicos do Estado e Federal, os resultados de auditoria.
Em fevereiro, a partir de distorções identificadas pelo
Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas do Ministério da
Saúde (DRAC), o Ministério suspendeu preventivamente o pagamento referentes às
consultas e tratamento da doença faturados em quatro estados – Alagoas, Rio
Grande do Norte, Paraíba e Maranhão.
Nestes estados, os recursos destinados ao tratamento do
glaucoma totalizaram R$ 142,9 milhões no período de janeiro de 2008 a junho de
2011. O valor corresponde a 66% da quantia gasta em todo o Brasil nesse
período. Os valores que deverão ser ressarcidos (mais de R$ 30 milhões)
correspondem a recursos cobrados indevidamente pelos estabelecimentos.
Em alguns municípios, os auditores identificaram que a
frequência de consultas contra a doença era 100 vezes superior a prevalência
esperada, que é de 2,4% da população maior de 40 anos. Em outros casos, metade
da população com mais de 40 anos fazia tratamento contra o glaucoma.
Estabelecimentos que não possuíam aparelhos ou equipamentos oftalmológicos em
suas dependências, mas que cobravam por procedimentos de glaucoma também foram
alvo dos auditores.
Fonte: No Minuto

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