Funcionários terceirizados realizaram assembleia ontem no HWG
Funcionários terceirizados que prestam serviços aos hospitais do Estado ameaçam parar as atividades na próxima quarta-feira (26). A categoria reivindica a repactuação salarial que deveria ter sido paga em janeiro, bem como o pagamento do vale alimentação, férias atrasadas e outros benefícios. São 800 funcionários da empresa Safe que trabalham na higienização, cozinha, lavanderia,entre outras atividades de apoio de hospitais como o Walfredo Gurgel, Santa Catarina, João Machado, Ruy Pereira, Laboratório Central, CRI, Giselda Trigueiro, entre outros. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Domingos Ferreira, a empresa diz que não faz o repasse dos valores porque não os recebeu do Governo do Estado. "Eles ficam nesse jogo de empurra e nós é quem somos prejudicados.
Já aprovamos o indicativo de greve e se, até a próxima terça-feira (25), não houver uma proposta para o nosso pleito, vamos entrar em greve". A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada ontem a tarde em frente ao HWG. Caso a categoria cumpra a promessa, a situação dos hospitais ficarão ainda mais complicadas. Isso porque as unidades de saúde dependem quase que exclusivamente do trabalho desses profissionais. Segundo informações passadas pelo sindicato, apenas 10% das pessoas que trabalham na cozinha do Walfredo Gurgel é do quadro do Estado, o restante é terceirizado. Na parte de limpeza e higienização são apenas os terceirizados.
Os terceirizados não quiseram dar entrevista com medo de represálias por parte da empresa. A reportagem tentou, sem sucesso, contato com a Safe, para saber o posicionamento da empresa sobre as reivindicações da categoria.
Fila para cirurgias aumenta
Com a greve dos anestesistas do Estado, a fila para cirurgia ortopédica no Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, só faz crescer. Em visita ao hospital, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE viu um cenário semelhante ao que se costuma ver no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. De acordo com o coordenador do setor de ortopedia do Deoclécio Marques, Jean Valber Rodrigues, 85 pacientes aguardam a cirurgia em diferentes alas do hospital. Apenas 39 estão em leitos. Os demais se acomodam em leitos cedidos por ambulâncias municipais, ou Serviço de Atendimento de Urgência Móvel, e até mesmo em colchonetes, colchões infláveis cedidos por populares, cadeiras de rodas ou cadeiras plásticas.
"Quando não tem nenhuma dessa opções, o velho edredon no chão serve para acomodar", disse Ivanaldo Oliveira Lima, de 39 anos. Acidentado de moto em Santa Cruz, Ivanaldo já vem de 10 dias num hospital em Santa Cruz e chegou no Deoclécio Marques há sete dias.Outro caso é o de José Edilson Silva, de 37 anos. Natural de Currais Novos, o homem que tem a perna direita com paralisia infantil, aguarda por uma cirurgia na perna esquerda que foi fraturada após um acidente de moto. O homem passou 15 dias no Walfredo Gurgel e já está há 16 dias no Deoclécio Marques. "Até agora nem sombra da cirurgia", alegou.Em contato com o titular da Secretária Estadual de Saúde Pública, Isaú Gerino, o hospital de Parnamirim irá receber um reforço de médicos da Coopanest. Isaú disse também que os anestesiologistas do Estado que não forem trabalhar terão seus pontos cortados.
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