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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PROFESSORES DA UFRN LUTAM HÁ 21 ANOS POR PRECATÓRIO DE R$ 115 MILHÕES

Advogada Andreia Araújo diz que nova ação vai tentar anular arquivamento dos autos
Advogada Andreia Araújo diz que nova ação vai tentar anular arquivamento dos autos

Cerca de 1.900 docentes aposentados e pensionistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte esperam há 21 anos o pagamento de aproximadamente R$ 115 milhões em precatórios. Isso sem contar os juros e correção monetária, em virtude de ações judiciais ajuizadas em 1991 sobre os Planos Bresser e Verão, objeto  de ação rescisória - tem objetivo desfazer os efeitos de sentença já transitada em julgado - que foi favorável à União. Hoje, em assembleia a ser realizada às 15h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, no campus universitário de Mirassol, eles deve avalizar a diretoria da Associação dos Docentes da UFRN (Adurn) a interpor uma nova ação. Será uma ação rescisória para anular a que provocou o arquivamento dos autos, depois da matéria transitar em julgado em 20 de novembro de 2006,  no Supremo Tribunal Federal (SRT)) e no Tribunal Superior do Trabalho  (TST), a favor dos professores universitários. Uma das docentes aposentadas da UFRN, Dorinha Costa espera que os professores, a maioria aposentados, e pensionistas, compareçam à assembleia para dar apoio à direção da Adurn, que independente de uma deliberação coletiva, estatutariamente, pode já poderia entrar com ação na Justiça. 

“Estamos diante de uma situação delicada, porque o prazo que ainda nos resta para recurso só tem pouco mais de um mês”, afirmou. Ela lembra que em 1997 houve um momento em que o dinheiro chegou a ser orçado pelo governo federal, mas a UFRN “feriu”, segundo ela, a segurança do direito dos professores. “É dinheiro que, se liberado, vai ser gasto. Veja o que isso significa  R$ 115 milhões injetados no Rio Grande do Norte”, comentou a professora aposentada. O presidente em exercício da Adurn, Francisco Wellington Duarte, até ontem se encontrava em  Pernambuco, mas explicou, por telefone, que na segunda-feira (16), em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), a procuradora Izabel Christina Baptista Ramos firmou um acordo para a realização da assembleia convocada pela Adurn. Um grupo de professores chegou a questionar no MPT a realização da assembleia, sob a alegação de que a Adurn estava descumprindo deliberação tomada pela categoria anteriormente pela manutenção do processo, com a interposição da ação rescisória sobre os planos econômicos do governo federal emitidos na segunda metade dos anos 80.

Wellington Duarte diz que a revogação do arquivamento dos autos pode ser muito importante para a economia do Rio Grande do Norte, pois favorece diretamente 1900 pessoas e indiretamente cerca de 10 mil pessoas, considerando uma família de quatro pessoas de cada beneficiado. Com juros e correção, o pagamento dos atrasados deve chegar ser triplicado. “Desde que foi perdida ação originária no STF, nós tentamos de todas as formas levar essa luta para outro patamar”, explicou. A advogada da Adurn, Andreia Araújo Munemassa, disse que a assessoria jurídica solicitou o desarquivamento do processo, cuja reabertura implica na suspensão da denúncia feito pela entidade contra o Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) por descumprimento por parte da União e da UFRN de ação que transitou em julgado nos Tribunais Superiores em  Brasília, onde os autos vão ser acompanhados, a partir de agora, pelos advogados e juristas de São Paulo, Cândido Rangel Dinamarco e Fernando Burattini.

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