O Brasil entra no novo ano sob a influência de uma onda de calor intensa que, desde dezembro de 2025, tem mantido temperaturas significativamente acima da média em diversas regiões, especialmente no Sudeste e em pontos do interior nordestino. O fenômeno, associado à persistência de uma massa de ar quente e seco que bloqueia a chegada de frentes frias, tem mantido dias consecutivos de calor extremo, com termômetros ultrapassando os 38 °C em várias localidades monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Norte, o cenário climático segue sob forte impacto do calor. Na cidade de Caicó, no Seridó potiguar, os termômetros registraram 38,8 °C no último domingo (28/12), colocando o município como a segunda cidade mais quente do Brasil no período, atrás apenas de Três Rios (RJ), que chegou a 39,1 °C. A configuração atmosférica que intensifica a onda de calor no país também contribui para a manutenção de tardes escaldantes e noites abafadas, dificultando a recuperação térmica do corpo humano e ampliando os riscos à saúde, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
Riscos e efeitos para a
população
O calor extremo pode provocar
insolação, desidratação e falência térmica, quadro em que a temperatura
corporal ultrapassa os 40 °C e o organismo entra em colapso. Os sintomas
incluem confusão mental, pele quente e seca, taquicardia e cansaço excessivo. O
risco de agravar doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também aumenta
em ambientes de alta temperatura. (Dados de saúde pública relacionados a calor
extremo).
Autoridades de saúde e
meteorologistas recomendam medidas básicas de precaução: reforçar a hidratação
com água, evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes, usar roupas
leves e respiráveis, além de buscar ambientes ventilados ou climatizados sempre
que possível. É aconselhável também que a população planeje atividades ao ar
livre em horários com temperaturas menos elevadas e permaneça atenta a sintomas
de estresse térmico.
Alerta climático e contexto
nacional
Segundo o Inmet, alertas de
“grande perigo” foram emitidos para várias áreas do território nacional, com
temperaturas podendo ficar até 5 °C acima da média histórica por períodos
prolongados — característica que define uma onda de calor de alto impacto. Cidades
do Sudeste como São Paulo também registraram recordes de temperatura em
dezembro, evidenciando a abrangência do fenômeno neste fim de ano.
Especialistas em meteorologia
e climatologia alertam que episódios como o observado no final de 2025 podem se
tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas, que elevam a
probabilidade de eventos extremos de temperatura. Enquanto isso, a população
segue sob alerta de calor intenso, com efeitos sentidos tanto no bem-estar
quanto no consumo de energia elétrica e na demanda por serviços de saúde.
A sequência de dias quentes e
a manutenção das altas temperaturas reforçam a necessidade de planos de
adaptação e prevenção, especialmente em regiões semiáridas como o interior do
Nordeste, onde a combinação de clima seco e altas radiações solares aumenta a
vulnerabilidade da população frente ao calor extremo.
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