Segundo
levantamento do Diário de Natal, o governo Rosalba Ciarlini (DEM) entrará no seu
terceiro ano com os mesmos problemas de relacionamento, que teve em 2011 e
2012, no que diz respeito à destinação orçamentária. O Orçamento Geral do Estado (OGE) 2013, enviado na última
sexta-feira à Assembleia Legislativa, frustrou as expectativas do Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e do Ministério Público (MP). Os
deputados da própria base governista também estão insatisfeitos, devido a não
liberação das emendas parlamentares previstas para este ano.
O Orçamento 2013 estima a arrecadação de R$ 10,9 bilhões, que
representam R$ 1,4 bilhão a mais do que foi previsto para este ano. Dos R$
887,5 milhões pedidos pelo TJRN para o ano que vem, o Executivo cortou R$ 86,2
milhões. O MPE pediu R$ 267 milhões. O governo cortou R$ 40 milhões. A novela orçamentária que gerou
polêmica no ano passado promete se repetir no decorrer dos três últimos meses
deste ano. A desembargadora Judite Nunes, presidente do TJRN, e o
procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, deverão pleitear emendas
parlamentares para chegarem a um denominador comum.

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