
Representantes do Seturn e Semob anunciaram ontem o acordo que determina a volta da integração no transporte público de Natal
O benefício de Integração Temporal ou Passe Livre,
concedido através da portaria 164/2011 da lei municipal volta a vigorar a
partir desta quinta-feira, após um acordo firmado no final da tarde de ontem
entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e o Sindicato das
Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Natal (Seturn). O sistema de
integração permite ao usuário utilizar dois ônibus, durante o intervalo de uma
hora, e pagar apenas uma passagem. A
reunião ocorreu às 16h, na sede da Semob, onde diretores das empresas de ônibus
de Natal se reuniram e deixaram uma mensagem de apelo às autoridades do poder
Executivo. "Desobedecer a portaria que garante o direito à integração aos
usuários foi uma medida desesperada para que nós (empresários) não sofrêssemos
as conseqüências da perda financeira sofrida pelas empresas desde janeiro deste
ano", alegou Augusto Maranhão, diretor de comunicação do Seturn.
Segundo ele, ficar de "braços cruzados" seria suicídio, tendo em vista que as perdas já ultrapassam os R$ 9 milhões. "Solicitamos o reajuste tarifário atentando para a necessidade de um realinhamento econômico-financeiro. Sem isso, as empresas sofrem com a falta de recursos para manter-se circulando normalmente", explicou. Os representantes do Seturn disseram que o principal motivo do desequilíbrio financeiro é a prática ilegal dos cambistas, que vendem passagens com os cartões e aproveitam-se do benefício da integração para ganhar em dobro o valor da passagem. De acordo com Maranhão, o índice normal de integrações por mês seria 3% do número total de viagens. O registrado no passado mês de agosto foi de 15%. O aumento representa, segundo o diretor de comunicação do Seturn, a inserção de fraudes no sistema tarifário. "O normal é que se registrem 300 mil integrações por mês. Só no passado mês de agosto foram registradas 1 milhão e 700 mil integrações.
Segundo ele, ficar de "braços cruzados" seria suicídio, tendo em vista que as perdas já ultrapassam os R$ 9 milhões. "Solicitamos o reajuste tarifário atentando para a necessidade de um realinhamento econômico-financeiro. Sem isso, as empresas sofrem com a falta de recursos para manter-se circulando normalmente", explicou. Os representantes do Seturn disseram que o principal motivo do desequilíbrio financeiro é a prática ilegal dos cambistas, que vendem passagens com os cartões e aproveitam-se do benefício da integração para ganhar em dobro o valor da passagem. De acordo com Maranhão, o índice normal de integrações por mês seria 3% do número total de viagens. O registrado no passado mês de agosto foi de 15%. O aumento representa, segundo o diretor de comunicação do Seturn, a inserção de fraudes no sistema tarifário. "O normal é que se registrem 300 mil integrações por mês. Só no passado mês de agosto foram registradas 1 milhão e 700 mil integrações.
O primeiro passo é combater a fraude",
colocou. Márcio Sá, secretário de mobilidade
urbana de Natal, garantiu que o órgão investigará a denúncia apresentada pelo
Seturn através de um ofício e que dará início ao trabalho de fiscalização
dos pontos de ônibus de maior movimento de usuários, locais em que a fraude
cometida pelos chamados "janelinhas" ocorre com maior freqüência. O
Sindicato dos Profissionais de Transporte do RN (Sintro-RN) e a Polícia Militar
também participarão da comissão de investigação à fraude. Além do combate à fraude, os empresários pleiteiam que
haja a desoneração dos impostos e encargos tributários como o PIS e o ISS, bem
como os encargos sociais e o valor do combustível, que juntos - segundo eles -
somam quase 50% do valor da passagem à R$2,20. Os restantes R$1,10 são
utilizados para o pagamento dos serviços internos das empresas, como o setor
pessoal, contabilista, almoxarifado e as oficinas. "O lucro praticamente
não existe. É necessário investir em novos veículos, já que após sete anos em
circulação o veículo deixa de trazer lucro para as empresas", argumentou
Augusto Maranhão. Com os protestos
ocorridos na noite da última terça-feira (18), as empresas de ônibus alegaram
que 50 ônibus foram depredados com pichações e pedradas e mais dois foram
totalmente incendiados, o que somaria um prejuízo de aproximadamente R$500 mil.
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