Foram investidos R$ 2,8 milhões na reforma e ampliação de quase toda a estrutura da unidade estadual. Foto: José Aldenir
Um ano e dois meses depois de iniciada, a obra de reforma e ampliação do Hospital Giselda Trigueiro, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, será entregue a população nesta sexta-feira (25), com oito meses de atraso, já que inicialmente as obras deveriam ser concluídas em cinco meses. Hoje à tarde, a governadora Rosalba Ciarlini, juntamente com o secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Luiz Roberto Fonseca, e a secretária de Estado de Infraestrutura (SIN), Kátia Pinto, inauguram as obras. Foram investidos cerca de R$ 2,8 milhões, sendo R$ 600 mil oriundos de um convênio com o Ministério da Saúde, e o restante, R$ 2,2 milhões, aplicados pelo Governo do Estado através de orçamento próprio. O Hospital, construído na década de 60, apresenta uma estrutura antiga, que há tempos precisava passar por uma reforma, já que apresenta diversos problemas estruturais, inclusive sendo necessária a interdição de alguns setores. A obra de reforma e ampliação contemplou praticamente toda a estrutura do Hospital. “Essa reforma vai proporcionar tanto melhores condições de trabalho para o servidor, armazenamento correto de forma correta, quanto um melhor conforto e melhor serviço à população”, afirmou a diretora geral do Hospital Giselda Trigueiro, Milena Martins.
Uma das áreas que mais apresentava problemas era a ala de enfermaria pediátrica. Dos 24 leitos, apenas oito estavam em funcionamento, pois os demais estavam interditados com problemas de infiltração. Com a reforma, foi feito revisão na instalação elétrica e hidráulica, proporcionando a reabertura dos leitos. “Nossa pediatria agora conta com 24 leitos e não estamos com nenhum leito desativado. Nossa pediatria não deixa a desejar para nenhum hospital privado”, destaca a diretora geral, Milena Martins. Com a reforma, a Unidade de Terapia intensiva (UTI) passou a funcionar no Hospital Ruy Pereira. Desde fevereiro, a UTI retornou para o prédio do Hospital Giselda Trigueiro, com sete leitos de infectologia, sendo dois para pacientes com risco de contaminação. A diretora Milena Martins disse que há a expectativa de criação de uma UTI pediátrica com dez leitos, mas ainda está na fase de projetos.
Também foi construída uma nova Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), um espaço moderno, climatizado e com cerca 120m², que vai proporcionar um melhor armazenamento e gerenciamento de vacinas e medicamentos e que funcionará como um almoxarifado da farmácia. Também foi feita uma reforma no Almoxarifado, que estava interditado e funcionando, de forma improvisada, no Hospital Psiquiátrico João Machado. A reforma também contemplou o arquivo morto que estava desativado. O almoxarifado apresenta problemas no teto, com risco de desabamento. “Agora foi feito um reforço estrutural e está até climatizado”, destacou. No prédio onde funciona o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), um anexo ao Hospital Giselda Trigueiro, foi realizada uma revisão geral das instalações elétricas, inclusive com a inclusão de novos pontos para instalação de três novas câmaras frias, além da climatização geral do ambiente e serviços de pintura.
Depois de três anos fechado, o prédio do Hospital Dia, também conhecido como Serviço de Atendimento Especializado (SAE) voltou a abrigar o atendimento ambulatorial de pacientes com DST/Aids e hepatites virais que agora tem um lugar apropriado e isolado do restante do hospital. “Tinha sido iniciada uma reforma, mas não tinha sido concluída e agora conseguimos concluir. Todo o atendimento estava sendo feito no ambulatório, sem o conforto necessário para o usuário, mas agora melhorará bastante a condição de atendimento”, destacou Milena Martins. Além disso, para dar um destino adequado aos resíduos, foi construída uma Estação de Tratamento de Esgoto com Sistema Aeróbico e Anaeróbico e Desinfecção Físico-química dos Efluentes.
Estrutura
O Hospital Giselda Trigueiro conta com serviços de Urgência e Emergência com atendimento 24 horas em Doenças Infecciosas para adultos e crianças, profilaxia antirrábica, antitetânica, antipeçonhenta onde são realizados em média 6 mil atendimentos/mês. O Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) e o Centro de Informação Toxicológica (CIT), também funcionam durante as 24 horas, com atendimento a rede pública e privada. A unidade também presta atendimento ambulatorial especializado em Infectologia, Doenças de Chagas, Tuberculose, Hepatites, Hanseníase e HIV/AIDS, realizando em média 1,3 mil atendimentos/mês. Além de Internação em regime de Hospital Dia para pessoas que convivem com HIV/AIDS, bem como serviços de Apoio ao Diagnóstico e tratamento – SADT, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Farmácia, Psicologia, Serviço Social e PID.
O Hospital realiza em media 110 internações/mês. Para isto destina sua capacidade de 103 leitos de internação distribuídos em quatro enfermarias compartilhadas; unidade de Terapia Intensiva e Isolamentos; além de 16 leitos de observação no Pronto Socorro e cinco leitos em regime de Hospital Dia para pessoas que convivem com HIV/AIDS. O Giselda também conta também com serviços de apoio, tais como: Serviço de Análises Clínicas e Microbiológicas; Comissão de Controle de Infecção Hospitalar; Serviço de Suporte Nutricional e Dietético; Serviço de Assistência Farmacêutica; Serviço de Diagnóstico por Imagens; Serviço de Assistência Social; Residência Médica em Infectologia; Serviço de Enfermagem; Serviço de Fisioterapia.

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