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O vereador do município de Batalha, em Alagoas, Tony Pretinho (PR), de 34 anos, foi morto a tiros na última sexta-feira, 15, na frente da casa onde vivia com a família no centro da cidade que fica no Sertão alagoano. É o segundo vereador assassinado na cidade em menos de 2 meses. Os homens que atiraram contra o vereador estavam em um veículo de modelo e placas não identificadas.

O delegado regional da Polícia Civil Rômulo Monteiro, responsável pela delegacia de Batalha, confirmou a morte do vereador, que foi assassinado por diversos disparos. Tony Pretinho morreu no local do crime antes mesmo de receber socorro. A polícia informou que o vereador foi morto por tiros de pistola e de espingarda. Uma comissão formada por três delegados vai investigar o caso. O assassinato de Tony Pretinho acontece pouco mais de um mês após a morte do também vereador Neguinho Boiadeiro (PSD), que foi executado a tiros ao sair da sessão da Câmara Municipal no dia 9 de novembro. Nenhum suspeito foi preso e a polícia ainda investiga este crime.
Por conta da morte de Neguinho Boiadeiro, situação que gerou uma série de problemas na cidade, a segurança do município sertanejo foi reforçado pelas forças da Segurança Pública. O local do crime foi isolado para aguardar a chegada dos perítos do Instituto de Criminalística (IC) e da equipe do Instituto Médico legal (IML).Informações preliminares apontam que os dois vereadores assassinados – Neguinho Boiadeiro e Tony Pretinho – possuíam relações de amizade e afinidades políticas.
RIXA ENTRE FAMÍLIAS
A cidade de Batalha é marcada pelo conflito histórico na política entre as famílias Dantas e Boiadeiro. A primeira família comanda atualmente a prefeitura do município, com Marina Dantas (PMDB), mulher do ex-prefeito Paulo Dantas e nora do deputado estadual Luiz Dantas (PMDB). Os Boiadeiro, por sua vez, elegeram Neguinho para a Câmara Municipal nas últimas eleições (ele foi morto em novembro). O outro político é Zé de Laércio, vereador na cidade vizinha de Craíbas.
A rixa entre as famílias começou há pelo menos 18 anos, quando o ex-prefeito José Miguel Dantas e sua mulher, Matilde, foram mortos durante uma emboscada. José Miguel era tio do marido da atual prefeita (Marina). Na época, o crime foi imputado a “Laércio Boiadeiro”, que terminou sendo condenado a 35 anos de prisão pelo duplo homicídio. Ele é irmão de Neguinho Boiadeiro, que foi morto no dia 9 de novembro deste ano.
A partir dali, a disputa cresceu em Batalha. Em 2006, outro crime aconteceu. Samuel Theomar Bezerra Cavalcante e o sargento Edvaldo Joaquim de Matos foram mortos na cidade. Eles eram, respectivamente, cunhado e segurança de Paulo Dantas – na época, prefeito da cidade. José Emanoel Boiadeiro confessou o crime. Em 2016, José Emanoel foi morto durante uma operação policial em Belo Monte, vizinha a Batalha. A família Boiadeiro alega que a morte foi encomendada pela família Dantas, uma espécie de vingança pelo crime ocorrido dez anos antes. Pelo histórico, a família Boiadeiro acusa os Dantas pela morte de Neguinho. E, agora, a cidade testemunha mais um assassinato.
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