Os percentuais apresentados se referem à margem de lucro, que corresponde à parcela do valor final que permanece com distribuidoras e postos, e não ao preço pago pelo consumidor. No diesel S-500, a margem passou de R$ 0,95 em 28 de fevereiro, primeiro dia do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, para R$ 1,63 em 21 de março, último dia analisado, o que representa aumento de 71,6%. No diesel S-10, a margem subiu de R$ 0,80 para R$ 0,86 no mesmo período, com alta de 7,5%. Na gasolina comum, a margem avançou de R$ 1,15 para R$ 1,52, registrando crescimento de 32,2%. Os aumentos ocorrem em meio à valorização do barril de petróleo, que superou US$ 100 e chegou a picos próximos de US$ 120 desde o início do conflito. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que o preço médio do diesel subiu 20,4% no período, passando de R$ 6,03 na semana encerrada em 28 de fevereiro para R$ 7,26 na semana encerrada em 21 de março. Já a gasolina comum registrou aumento de 5,9%, passando de R$ 6,28 para R$ 6,65 no mesmo intervalo.
Diante da alta, o governo federal adotou medidas para tentar conter os preços, como a isenção do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo apresentou aos secretários estaduais uma proposta de subvenção ao diesel importado no valor de R$ 1,20 por litro, equivalente ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A proposta prevê que metade do custo seja bancada pela União e a outra metade pelos Estados. No entanto, o Broadcast apurou que a maioria dos secretários deve se posicionar contra a medida. Em paralelo, a Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira 27, a Operação Vem Diesel, com o objetivo de fiscalizar e identificar possíveis práticas irregulares de aumento de preços em postos de combustíveis nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal.
ANNA RUTH
Nenhum comentário:
Postar um comentário