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sexta-feira, 10 de abril de 2026

MPRN EXIGE CONTROLE DE JORNADA DE PROFESSORES NO SERIDÓ

Em 10 de abril de 2026, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apertou o cerco contra a ineficiência, emitindo uma recomendação urgente para que a 9ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (DIREC), responsável pelas escolas de Florânia e São Vicente, no interior do estado, adote um controle rigoroso sobre a carga horária dos professores. A medida surge após investigações revelarem possíveis irregularidades no cumprimento da jornada de trabalho dos educadores, um cenário que ameaça diretamente a qualidade do ensino público e o futuro de milhares de estudantes potiguares.

A preocupação do MPRN ganhou força com relatos de que alguns docentes estariam cumprindo menos horas do que o previsto em lei e, em certos casos, realizando atividades alheias ao ensino durante o período dedicado às funções pedagógicas. Essas distorções, se confirmadas, representam um desrespeito à dignidade da educação e um desperdício de recursos públicos que deveriam ser integralmente aplicados na formação das novas gerações. A DIREC tem agora um prazo de 30 dias para responder à Promotoria de Justiça de Florânia, informando sobre as providências tomadas para acatar a recomendação. O diálogo inicial entre a DIREC e o Ministério Público, durante a investigação, já havia reforçado a necessidade de mecanismos mais eficazes de monitoramento da jornada de trabalho dos professores.

A recomendação é clara: é imperativo assegurar que o tempo destinado ao planejamento pedagógico seja devidamente respeitado, e que a gestão atue proativamente para evitar qualquer desvio nas responsabilidades docentes. Como parte das exigências, a 9ª DIREC deverá apresentar um plano de ação detalhado dentro do prazo estipulado. Este plano precisa contemplar a implementação de um sistema padronizado para monitorar a frequência dos professores, além de registrar ausências e definir as ações a serem tomadas em casos de descumprimento da carga horária. A iniciativa do MPRN, embora não seja uma decisão judicial definitiva, impõe uma forte obrigação à diretoria regional. O não acatamento da recomendação pode desencadear medidas legais mais severas, visando proteger o direito à educação de qualidade no Rio Grande do Norte.

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