A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) a medida provisória 1.334/2026, que prevê o aumento de 5,4% no piso salarial dos professores de educação básica. O texto, que fixa o valor de 2026 em R$ 5.130,63, segue para votação no Senado, devendo ser aprovado até o início de junho para manter seus efeitos.
O parecer da comissão mista, apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) foi deliberado em votação simbólica, recebendo voto favorável de todos os partidos salvo o Missão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou o resultado. A matéria, segundo o congressista, "reconhece a importância da educação, mas acima de tudo podendo valorizar todos os professores e professoras do Brasil com a aprovação desse novo piso".
O que muda
Editada pelo presidente Lula em janeiro, a medida provisória altera a
Lei do Piso do Magistério para definir uma nova regra de reajuste anual do piso
salarial nacional dos profissionais da educação básica pública. A regra
anterior resultaria em reajuste de apenas 0,37% em 2026, abaixo da inflação
acumulada de 3,9% em 2025. Pelo texto aprovado, a atualização passará a considerar a soma da
inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano
anterior com 50% da média da variação real das receitas do Fundeb nos cinco
anos anteriores.
O reajuste não poderá ficar abaixo da inflação nem superar a variação nominal das receitas do fundo entre os dois anos anteriores à atualização. Na comissão mista, a relatora acrescentou a exigência para que o Ministério da Educação publique anualmente a memória de cálculo utilizada para definir o reajuste do piso. Além disso, o texto inclui expressamente professores contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso nacional.
Segundo a senadora, a medida cria um modelo "mais gradual e
previsível" para os reajustes anuais, além de configurar como parte de um
conjunto de iniciativas estruturantes para assegurar "a manutenção do
poder aquisitivo dos professores em patamar minimamente digno e a
melhoria da estrutura remuneratória da profissão".
Fonte: Congresso em Foco
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