O Rio Grande do Norte perdeu cerca de R$ 13 bilhões em investimentos com a devolução de projetos de energia solar. Foram 2,8 GW em outorgas devolvidas, número maior que toda a capacidade atual em operação no estado. Na prática, dezenas de usinas que poderiam gerar emprego, renda e desenvolvimento simplesmente não saíram do papel.
O principal problema apontado pelo setor é o chamado curtailment (corte de geração), quando a energia é produzida, mas não pode ser escoada. Ou seja: o estado tem potencial, mas não tem estrutura. Some a isso insegurança jurídica, mudança de regras, falta de planejamento e dificuldade de conexão. O resultado é o de sempre: investimento indo embora. Foram 51 projetos devolvidos, o que representa uma fatia significativa do que foi cancelado no país . E o impacto vai muito além dos números. Menos investimento significa menos emprego, menos arrecadação e menos crescimento. Enquanto isso, o RN, que poderia ser protagonista em energia limpa, vê outros estados avançarem. De que adianta ter potencial, se não consegue transformar em resultado?
O estado tem sol de sobra. O
que falta é gestão.
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