O Senado aprovou nesta terça-feira (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026 — um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação. Como o texto sofreu alterações durante a tramitação, a MP 1.334/2026 foi convertida no PLV 4/2026 e vai à sanção. O texto aprovado muda o critério de atualização do piso. Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. A fórmula anterior teria resultado em recomposição de apenas 0,37% — a nova garante 5,4%.
O Fundeb é
o principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil. O fundo
repassa recursos a estados e municípios para custear a educação básica. A relatora,
senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), incluiu o valor nominal de R$
5.130,63 diretamente no texto para evitar disputas judiciais sobre a aplicação
do novo critério já neste ano.
— Essa
medida provisória vem para dar segurança aos professores e também aos gestores,
na medida em que define critérios claros em relação ao piso salarial do
magistério. Não existe educação de qualidade se os profissionais não forem
devidamente valorizados — apontou a senadora.
Impacto nas
contas públicas
Se aplicada
por todos os entes federativos, a nova regra deve gerar um impacto de R$ 6,4
bilhões em 2026. As receitas do Fundeb, que financiam 70% dos salários dos
professores, cresceram 120% em termos reais entre 2020 e 2026.
A MP também
estabelece um teto e um piso para as correções futuras: o reajuste não pode
superar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores,
nem ser inferior ao INPC.
Terrenos de
marinha
A relatora
incorporou ao texto um pedido do governo para prorrogar até o fim de 2028 o
prazo para a União identificar terrenos de sua propriedade às margens de rios e
no litoral. A MP 1.332/25, que havia estabelecido esse prazo
anteriormente, ainda não teve comissão instalada e perderá validade em 1º de
junho.
Editada
pelo governo em 22 de janeiro, a MP entrou em vigor imediatamente. Para se
tornar lei em definitivo, precisava ser aprovada pelo Congresso. O texto passou
por uma comissão mista de deputados e senadores, depois pelo plenário da Câmara
e, nesta terça, pelo Plenário do Senado.
Agência Senado)
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