O Brasil registrou uma redução
de mais de 1 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025. O total
caiu de 47,08 milhões para 46,01 milhões, segundo dados do Censo Escolar 2025
divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep). Em números absolutos, a retração supera a registrada
entre 2020 e 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19, quando a queda
foi de cerca de 600 mil alunos. O levantamento considera todas as
etapas da educação básica: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino
médio, cursos técnicos, qualificação profissional e Educação de Jovens e
Adultos (EJA).
Ensino médio no menor patamar
do século
O ensino médio apresentou o
menor número de matrículas de toda a série histórica do século XXI. Em 2025, o
total caiu para 7,37 milhões de estudantes, ante 7,79 milhões no ano anterior —
redução de 5,39%. Na rede pública, a queda foi
de aproximadamente 6,3%, passando de 6,75 milhões para 6,33 milhões de alunos.
Já na rede privada houve leve alta de 0,59%.
O estado de São Paulo registrou a redução mais expressiva: 251.987 estudantes a menos em apenas um ano, o que representa queda de 13,6%. Entre as 27 unidades da Federação, apenas Amapá, Distrito Federal e Pernambuco apresentaram crescimento nas matrículas do ensino médio. Desde 2001, o ensino médio chegou ao pico de 9,16 milhões de alunos em 2004. Desde então, os números vêm caindo gradualmente, alcançando em 2025 o nível mais baixo em mais de duas décadas.
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