Os reajustes nas contas de luz
aprovados e em análise na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
já atingem ou devem atingir cerca de 35 milhões de unidades consumidoras no
país em 2026, o equivalente a quase 40% do total de consumidores ainda no
primeiro semestre, segundo levantamento feito pela CNN com base nos dados da
agência. Em vários casos, os aumentos
superam a inflação e chegam a dois dígitos, com picos próximos de 20%. Os dados
mostram que distribuidoras de grande porte, como CPFL Paulista (SP), Coelba
(BA), Enel Rio (RJ) e Copel (PR), concentram parte relevante desse impacto.
Só
essas concessionárias atendem milhões de consumidores e registram reajustes que
variam de cerca de 12% a mais de 19%, dependendo do caso. O cenário contrasta com a
previsão média de 8% de aumento tarifário em 2026, divulgada pela própria Aneel
em relatórios setoriais. Algumas distribuidoras tiveram aumentos mais
moderados, na faixa de 5% a 7%, por conta do uso de mecanismos de alívio tarifário
em algumas regiões. No Norte e no Nordeste, parte
das distribuidoras conseguiu reduzir o impacto dos reajustes com a antecipação
de recursos ligados ao UBP (Uso de Bens Públicos), o que ajudou a manter os
índices em um dígito. Já nas regiões Sul e Sudeste,
onde esse tipo de mecanismo teve menor efeito ou não foi utilizado na mesma
intensidade, os reajustes aparecem de forma mais direta.
É o caso da Copel, com
5 milhões de unidades consumidoras, cuja revisão tarifária em consulta pública
indica aumento médio de 19,2%. E da CPFL Santa Cruz, com pouco mais de 400 mil
unidades consumidoras, com revisão próxima de 19%. Ela atua em 45 municípios de
São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Além dos mecanismos
regulatórios, os reajustes refletem pressões estruturais do setor elétrico.
Entre os principais fatores estão o aumento de encargos setoriais,
especialmente a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo para bancar
políticas públicas custeado compulsoriamente pelos consumidores via tarifa.
CNN Brasil
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terça-feira, 21 de abril de 2026
ECONOMIA: CONTA DE LUZ SOBE E DEVE ATINGIR QUASE 40% DOS CONSUMIDORES ATÉ JUNHO
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