O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte divulgou nesta sexta-feira, 17, o Relatório Volumétrico dos principais reservatórios monitorados no estado. Os dados indicam que a capacidade total acumulada é de 2.405.816.687 metros cúbicos, o que corresponde a 45,47% da capacidade total de armazenamento, estimada em 5.291.480.649 m³. O levantamento revela um cenário de recuperação hídrica em diversas regiões, impulsionado pelas chuvas recentes, mas ainda com desigualdades significativas entre os mananciais.
Atualmente, 15 reservatórios estão com volumes acima de 80% da capacidade, enquanto outros 6 apresentam volumes entre 60% e 80%. Na faixa intermediária, 17 reservatórios estão entre 40% e 60%, e 10 mananciais registram volumes entre 20% e 40%. Outros 07 mananciais estão entre 20% e 10% e 13 reservatórios com volumes inferiores a 10% da sua capacidade. Entre os principais reservatórios do estado, o destaque é para a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do estado, que acumula 42,13% da sua capacidade. Já a barragem de Oiticica, em Jucurutu, apresenta 56,65% da sua capacidade total. Outros reservatórios de grande porte também registram volumes expressivos, como Santa Cruz do Apodi (59,67%) e Umari, em Upanema (53,89%). A Lagoa do Bonfim, que atende à adutora Monsenhor Expedito, está com 60,22%. O relatório também destaca mananciais que permanecem com 100% da capacidade, como Campo Grande, em São Paulo do Potengi; o açude público de Marcelino Vieira, o açude público de Riacho da Cruz; o açude público de Encanto; Lagoa de Pium, Tesoura, Dinamarca e Lagoa do Jiqui.
Entre os reservatórios monitorados pelo IGARN, 13 ainda se encontram com menos de 10% da capacidade total, são eles: Itans (0,63%), em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,04%); Sabugi, em São João do Sabugi (8,91%); Esguicho, em Ouro Branco (7,97%); Dourado, em Currais Novos (5,15%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,76%); Tourão, em Patu (4,63%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (6,14%); Alecrim, em Santana do Matos (5,49%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (1,09%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (7,87%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (7,62%); e Mundo Novo (1,25%), em Caicó. O monitoramento contínuo dos reservatórios é essencial para subsidiar a gestão dos recursos hídricos no estado, orientando ações de uso racional da água, planejamento hídrico e tomada de decisões estratégicas, especialmente diante da variabilidade climática do semiárido.
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