Cerca de 149,5 mil pescadores artesanais começarão
a receber, em 7 de julho, aproximadamente R$ 874,5 milhões em benefícios do
Seguro-Defeso do Pescador Artesanal (SDPA). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
destinará os recursos a quem teve o direito ao benefício reconhecido e
aguardava apenas a liberação dos valores. O pagamento será feito em parcela única e contempla pedidos referentes
aos períodos de defeso anteriores a 2026.
O que é
O seguro-defeso é um benefício pago ao pescador
artesanal durante o período em que a pesca é proibida por determinação
ambiental. A restrição, conhecida
como defeso, tem o objetivo de proteger a reprodução das espécies e preservar
os estoques pesqueiros.
Durante esse intervalo, os trabalhadores ficam impedidos de exercer a
atividade e recebem o benefício para garantir a renda enquanto a pesca
permanece suspensa.
Quem recebe
Terão direito ao pagamento os pescadores que
solicitaram o benefício dentro do prazo previsto em lei, atenderam aos
requisitos exigidos e já tiveram o pedido aprovado pelo INSS.
Segundo o instituto, esses trabalhadores aguardavam apenas a emissão do pagamento, que agora foi autorizada. A medida foi possível após a publicação da Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026, que autorizou, em caráter excepcional, a liberação dos benefícios referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.
Como consultar
Os pescadores que já tiveram o benefício aprovado podem consultar a
situação do pagamento pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou
pelo Portal Emprega
Brasil.
Quem ainda possui pedido em análise ou precisa regularizar alguma
pendência deve acompanhar o processo pelos canais oficiais do INSS, como o site
e o aplicativo Meu INSS, além da Central 135.
Próximos pagamentos
De acordo com o INSS, os requerimentos que ainda dependem da conclusão
da análise ou da regularização de documentos continuarão sendo processados
normalmente. À medida que os pedidos forem aprovados, os beneficiários serão
incluídos nos próximos lotes de pagamento.
A operação foi realizada em conjunto pelo INSS, pelo Ministério da
Previdência Social, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Dataprev,
responsável pelo suporte tecnológico necessário para a liberação dos
benefícios.
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