Dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31) mostram que as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no primeiro bimestre de 2026. Segundo o BC, é o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 2002. O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Serpro e Dataprev, mas não inclui gigantes como Petrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Brasil. De acordo com o Banco Central, o rombo supera o recorde anterior para o período, registrado em 2024, quando o déficit foi de R$ 1,36 bilhão.
Segundo informações divulgadas pela própria empresa, os Correios enfrentam dificuldades financeiras e fecharam, em dezembro, um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, entre eles Caixa e Banco do Brasil, para financiar capital de giro e investimentos. Até setembro do ano passado, conforme dados da companhia, o prejuízo acumulado já chegava a R$ 6 bilhões. O relatório “Estatísticas Fiscais” do Banco Central também aponta que o setor público consolidado — formado por União, estados, municípios e estatais — registrou déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026. Em 12 meses, segundo o BC, o saldo negativo soma R$ 52,8 bilhões, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral alcançou 79,2% do PIB, equivalente a cerca de R$ 10,2 trilhões.
Poder 360
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