O
Tribunal de Contas da Paraíba aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira
(19), a última do ano, as prestações de contas oriundas de 14 Prefeituras e
cinco Câmaras de Vereadores. Houve reprovação às de três outros gestores
municipais. O
TCE emitiu pareceres favoráveis às contas dos prefeitos de Solânea (Kayser
Nogueira Pinto Rocha, 2017), Livramento (Carmelita Estevão Ventura Sousa, 2015
e 2017), São José do Bomfim (Rosalba Gomes da Nóbrega, 2017), Taperoá (Jurandi
Gouveia Farias, 2017), Picuí (Olivanio Dantas Remígio, 2017), Juazeirinho
(Bevilacqua Matias Maracajá, 2017), Tenório (Evilázio de Araújo Souto, 2014,
após recurso) e Sossego (Lusineide Oliveira Lima Almeida, 2017).
Aprovadas,
também, as dos ex-prefeitos de Alhandra (Marcelo Rodrigues da Costa, 2016, por
maioria), Baía da Traição (Manuel Messias Rodrigues, 2016), Capim (Edvaldo
Carlos Freire Júnior, 2016), Brejo do Cruz (Ana Maria Dutra da Silva, 2016, por
maioria), Mari (Marco Aurélio Martins de Paiva, 2015, por maioria), Cacimba de
Areia (Orisman Ferreira da Nóbrega). A
Corte ainda entendeu pela regularidade das prestações de contas das Câmaras
Municipais de Santana dos Garrotes (2016, com ressalvas), Cajazeirinhas (2014,
com ressalvas), Conceição (2017), Boqueirão (2016, com ressalvas) e Mamanguape
(2015). Tiveram
suas contas também aprovadas, nesta quarta-feira, a Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Humano (exercício de 2016) e a do Planejamento, Orçamento e
Gestão (2014, com ressalvas). O mesmo ocorreu com o Instituto Hospitalar Edson
Ramalho (2014, com ressalvas).
DESAPROVAÇÕES
O
não empenhamento nem recolhimento de contribuições previdenciárias contribuíram
para a desaprovação das contas de 2015 apresentadas pelo ex-prefeito de São
José do Brejo do Cruz Aldeneide Saraiva de Oliveira, conforme voto do relator
Fernando Catão. Cabe recurso. O
ex-prefeito de Mogeiro, Antonio José Ferreira, teve as do exercício de 2015
desaprovadas pelo TCE que a ele impôs débito superior a R$ 442 mil decorrente,
em sua maioria, de contrato por serviços advocatícios não comprovados.
O
escritório de advocacia, em razão disso, responde, solidariamente, por essa
imputação. O
mesmo gestor também teve reprovadas as contas de 2014 por irregularidades que
ainda incluíram aplicações insuficientes em MDE. Cabem recursos contra ambas as
decisões tomadas conforme proposta do relator Antonio Cláudio Silva Santos. Em
grau de recurso, o Tribunal manteve sua desaprovação às contas de 2017 do
prefeito de Poço Dantas José Gurgel Sobrinho por déficit financeiro e
recolhimento insuficiente de contribuições previdenciárias, como entendeu o
relator Oscar Mamede Santiago Melo.
RETOMADA
Na
abertura da sessão plenária, o TCE aprovou resolução normativa no sentido da
retomada do antigo horário (9 horas) para a abertura das sessões da 1ª e da 2ª
Câmaras que se reúnem, ordinariamente, às quintas (a primeiramente citada) e às
terças-feiras (a seguinte).
A
sessão plenária conduzida pelo presidente André Carlo Torres Pontes teve as
participações dos conselheiros Arnóbio Viana, Nominando Diniz, Fernando Catão,
Arthur Cunha Lima e Marcos Costa. Também, dos conselheiros substitutos Antonio
Cláudio Silva Santos, Antonio Gomes Vieira Filho, Oscar Mamede e Renato Sérgio
Santiago Melo. O Ministério Público de Contas foi representado pelo procurador
Luciano Andrade Farias.
ASCOM/TCE-PB