Bancários podem iniciar uma
greve a partir desta quarta-feira 2 diante do impasse nas negociações para a
renovação do acordo coletivo da categoria. Segundo o presidente do Sindicato
dos Bancários do Rio Grande do Norte, Alexandre Cândido, rodadas de negociação
foram realizadas inclusive durante o fim de semana, mas ainda não houve acordo
capaz de afastar a possibilidade de paralisação. A proposta apresentada
pelos bancos nas negociações prevê reajuste correspondente ao Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC) acrescido de 0,6%. O sindicato considera o
percentual insuficiente e reivindica um aumento real maior. “A situação se
afigura para uma greve. Vêm acontecendo várias rodadas de negociações.
Inclusive, no final de semana, ocorreram rodadas de negociação”, afirmou
Alexandre.
Segundo o dirigente, a preocupação da categoria envolve a possibilidade de o
INPC de agosto registrar deflação, o que reduziria o percentual final de
reajuste caso a proposta seja mantida. “Chegou-se a um índice aí de 0,6% mais o
INPC, porém esse mês de agosto está se afigurando ter um INPC com deflação”,
disse. O sindicato busca um acordo de, no mínimo, 5% aci-ma do INPC. O
presidente do sindicato afirmou, ainda, que a discussão não está restrita aos
salários. O acordo coletivo possui 139 cláusulas relacionadas às condições de
trabalho e aos benefícios dos bancários. “Temos outras situações
agravantes, não é só uma cláusula. São 139 cláusulas que reé somente o índice
financeiro
Entre as preocupações citadas pelo dirigente estão mudanças no modelo de
custeio de benefícios de trabalhadores da Caixa Econômica Federal. Segundo ele,
a combinação entre o reajuste proposto e mudanças nas contribuições poderá
reduzir o ganho efetivo dos empregados. O sindicalista também mencionou
situações envolvendo funcionários do Banco do Brasil e de instituições
privadas. Segundo ele, as perdas acumuladas justificam a busca por condições
diferentes das apresentadas até agora nas negociações. “Nós queremos uma condição
justa para os bancários, visto que nossos patrões têm aumentado a
lucratividade”, afirmou. Alexandre argumentou que o crescimento do
patrimônio e dos resultados das instituições financeiras deve ser considerado
na negociação com os trabalhadores. Para o dirigente, os bancários participam
diretamente da geração dos resultados do setor e, por isso, reivindicam uma
parcela maior desse crescimento. Apesar da indicação de paralisação a partir de
quarta-feira, as negociações continuam.
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terça-feira, 1 de setembro de 2026
NEGOCIAÇÕES EMPERRAM, E BANCÁRIOS AVALIAM GREVE
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