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terça-feira, 1 de setembro de 2026

SEGUNDA ETAPA DE SELEÇÃO PARA A RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA ESTÁ ABERTA

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), divulga a abertura da segunda etapa do processo seletivo de fluxo contínuo para acesso ao Programa de Apoio à Permanência Estudantil da Uern, semestre 2026.2, na modalidade Residência Universitária. São ofertadas o número total de 23 vagas distribuídas nas residências universitárias nos campi de Assú, Caicó, Mossoró, Natal e Patu, conforme quadro no Edital abaixo.

Para participar do processo seletivo, o(a) estudante deve atender, cumulativamente, aos seguintes requisitos:
1. Esteja regularmente matriculado em curso da Uern;
2. Seja maior de 18 anos ou emancipado legalmente;
3. Possuir renda familiar per capita de até 1,5 (um, vírgula cinco) salário mínimo.

As inscrições para a segunda etapa do processo seletivo serão realizadas no período de 01 a 08 de setembro, mediante preenchimento do Formulário de Inscrição disponível no Anexo I do Edital. Para preencher o formulário de inscrição é necessário efetuar o login no e-mail institucional. No caso de alunos(as) ingressantes, basta fazer o login de qualquer e-mail Google. No ato da inscrição, o(a) estudante, com cadastro na Prae deverá anexar a Declaração atualizada emitida pelo Serviço Social, conforme indicado no formulário de inscrição.

Em relação aos(as) estudantes que não possuírem cadastro na PRAE, deverão ser realizados uploads de todos os documentos exigidos no Formulário de Inscrição, digitalizados em formato PDF.
*A seleção consistirá em três etapas:
1. Análise de documentação e avaliação das condições acadêmicas do (a) estudante; (fase eliminatória)
2. Avaliação socioeconômica (fase eliminatória e classificatória); e
3. Entrevista (fase eliminatória e classificatória).

O Edital com as normas do processo seletivo pode ser conferido neste link.

UERN

JFRN HOMENAGEARÁ DESEMBARGADOR FEDERAL IVAN LIRA POR TRAJETÓRIA DEDICADA À JUSTIÇA FEDERAL NO RN

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) realizará homenagem ao Desembargador Federal Ivan Lira de Carvalho, magistrado que construiu sólida trajetória na instituição e, recentemente, passou a integrar o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A solenidade acontecerá no dia 11 de setembro, às 10h, no auditório da sede da JFRN, em Natal, e será marcada pelo reconhecimento à contribuição de Ivan Lira para a história da Justiça Federal potiguar.

Ao longo de sua atuação na JFRN, o Desembargador Federal Ivan Lira exerceu funções administrativas e institucionais, mantendo uma trajetória além da atividade jurisdicional, relacionada também à construção e preservação da própria história da instituição.  Em julho deste ano, Ivan Lira foi nomeado desembargador federal do TRF5, após promoção pelo critério de merecimento. A vaga foi criada pela Lei nº 15.393/2026, que ampliou a composição do Tribunal. A posse solene aconteceu no dia 17 de agosto, em Recife, em cerimônia marcada pelo reconhecimento à trajetória profissional e acadêmica do magistrado. 

RN ENFRENTA RISCOS CLIMÁTICOS SEM PLANO ESTADUAL CONSOLIDADO, APONTA LEVANTAMENTO DO TCE

O Rio Grande do Norte vem ampliando sua atuação diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, mas ainda não dispõe de uma política estadual consolidada capaz de integrar ações de governança, planejamento, metas de redução de emissões e financiamento climático. A constatação faz parte do Levantamento da situação do nível de governança, financiamento e implementação das políticas públicas relacionadas às mudanças do clima, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado. O diagnóstico integra o Painel ClimaBrasil, iniciativa coordenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e executada pelos Tribunais de Contas em todo o país para avaliar o grau de maturidade das ações governamentais voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Além da avaliação da atuação do Governo do Estado, o TCE-RN também realizou levantamento semelhante sobre as políticas climáticas do Município de Natal, ampliando o diagnóstico sobre a capacidade de resposta dos entes públicos potiguares diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima. O estudo avaliou a capacidade institucional do Governo do Estado para planejar, financiar e executar políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. A análise contemplou três eixos: governança, políticas públicas e financiamento climático. 

Segundo o relatório, o Rio Grande do Norte apresenta elevada vulnerabilidade climática, principalmente em razão da seca, da irregularidade das chuvas, da escassez hídrica, da desertificação no semiárido, da erosão costeira e dos impactos sobre populações mais vulneráveis e sobre a biodiversidade da Caatinga. Apesar desse cenário, o Estado ainda não possui uma Política Estadual sobre Mudanças Climáticas formalmente aprovada nem um plano estadual abrangente com metas próprias de redução das emissões de gases de efeito estufa. A proposta da política climática estadual segue em tramitação.  O levantamento identificou, entretanto, avanços importantes. Entre eles estão a publicação do Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa em 2025, a implementação do Plano ABC+RN voltado à agropecuária de baixo carbono, a existência de políticas de combate à desertificação e convivência com o semiárido, além da incorporação de iniciativas relacionadas ao clima no Plano Plurianual 2024-2027. 

Para a equipe técnica do TCE-RN, o principal desafio é a falta de integração entre os diversos instrumentos já existentes. O relatório conclui que o Estado dispõe de iniciativas relevantes em áreas como recursos hídricos, agropecuária, defesa civil e combate à desertificação, mas ainda não consolidou um arranjo institucional capaz de coordenar essas políticas de forma ampla e permanente.  Outro ponto de atenção destacado pela fiscalização é a gestão dos riscos climáticos. O documento aponta a inexistência de um mapeamento estadual integrado das vulnerabilidades climáticas e a baixa incorporação desses riscos nos principais instrumentos de planejamento governamental. 

Defesa Civil é destaque positivo
Entre os componentes avaliados, a atuação da Defesa Civil Estadual apareceu como uma das experiências mais estruturadas. O levantamento registrou avanços no monitoramento de eventos extremos, emissão de alertas, planejamento de resposta a desastres e ações de recuperação pós-eventos climáticos. 

A instituição mantém monitoramento diário das condições meteorológicas, integra sistemas nacionais de alerta e desenvolve ações voltadas ao enfrentamento de secas e outros eventos extremos. Também foram identificadas práticas alinhadas ao conceito de reconstrução resiliente após desastres. 

Financiamento é o eixo mais frágil
O eixo financiamento foi apontado como o de maior fragilidade. O relatório verificou que o Estado ainda não possui mecanismos específicos para identificar e rastrear os gastos públicos relacionados às mudanças climáticas, nem sistemas estruturados para acompanhar investimentos privados na área.  Embora o Estado tenha conseguido obter recursos externos para iniciativas de combate à desertificação e participe de programas nacionais como o AdaptaCidades, ainda não dispõe de uma estrutura consolidada de financiamento climático. 

Na conclusão do trabalho, o TCE-RN destaca que o Rio Grande do Norte possui condições institucionais para avançar significativamente na agenda climática, desde que sejam priorizadas ações voltadas à consolidação do marco legal estadual, ao fortalecimento da governança intersetorial e à integração das questões climáticas ao planejamento e ao orçamento públicos.  O levantamento servirá de subsídio para futuras ações de controle externo relacionadas às políticas públicas climáticas e para o aperfeiçoamento das estratégias governamentais voltadas à adaptação e mitigação dos impactos das mudanças do clima no território potiguar. 

INMET PUBLICA ALERTA DE BAIXA UMIDADE PARA 74 MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE; VEJA LISTA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial devido aos baixos índices de umidade relativa do ar, que afeta 74 municípios do Rio Grande do Norte nesta terça-feira (1º). O aviso meteorológico, com vigência das 9h às 23h, indica que a umidade do ar deve oscilar entre 30% e 20% nas áreas mapeadas, que compreendem cidades das regiões Oeste, Seridó e Alto Oeste potiguar. Apesar do índice de umidade do ar abaixo dos parâmetros regulares, o órgão federal avalia como baixo o risco iminente de prejuízos agudos à saúde humana e de ocorrência de incêndios florestais nas áreas de mata e caatinga.

Para evitar desconfortos decorrentes do tempo seco, o Inmet recomenda que os moradores aumentem a ingestão de água e líquidos, evitem desgaste físico prolongado nas horas mais secas do dia e reduzam a exposição direta ao sol nos períodos de calor mais intenso. Caso os moradores necessitem de suporte emergencial decorrente de mal-estar físico ou de focos de queimada na vegetação, as orientações de segurança são acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone de emergência 193 ou a Defesa Civil pelo telefone 199.

*Confira, em ordem alfabética, os 74 municípios do Rio Grande do Norte que estão sob a faixa de alerta de baixa umidade nesta terça-feira:
Acari, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Antônio Martins, Apodi, Assú, Baraúna, Caicó, Campo Grande, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Felipe Guerra, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Governador Dix-Sept Rosado, Ipueira, Itaú, Janduís, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Lagoa Nova, Lucrécia, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Mossoró, Olho d’Água do Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parelhas, Patu, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Rodolfo Fernandes, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Miguel, São Rafael, São Vicente, Serra Negra do Norte, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Venha-Ver e Viçosa.

Novo Notícias

A POSTURA DOS SINDICATOS COM O ATRASO DE SALÁRIO DO GOVERNO DO RN

É muito engraçado o posicionamento dos sindicatos com relação ao atraso no pagamento dos servidores públicos. A novidade do governo é o tal "pagamento escalonado", um malabarismo retórico para atraso.

Mas o que chama atenção é que os sindicatos, se fosse em um governo não de esquerda, já estariam fazendo greves em série, protestos, etc. Como é Fátima, é de esquerda. Aí ficam só em críticas, em reuniões para definir medidas jurídicas. Parece até que os sindicatos têm medo de Fátima. Ou seria uma parceria?

Negreiros

NEGOCIAÇÕES EMPERRAM, E BANCÁRIOS AVALIAM GREVE

Bancários podem iniciar uma greve a partir desta quarta-feira 2 diante do impasse nas negociações para a renovação do acordo coletivo da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, Alexandre Cândido, rodadas de negociação foram realizadas inclusive durante o fim de semana, mas ainda não houve acordo capaz de afastar a possibilidade de paralisação. A proposta apresentada pelos bancos nas negociações prevê reajuste correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acrescido de 0,6%. O sindicato considera o percentual insuficiente e reivindica um aumento real maior. “A situação se afigura para uma greve. Vêm acontecendo várias rodadas de negociações. Inclusive, no final de semana, ocorreram rodadas de negociação”, afirmou Alexandre. 

Segundo o dirigente, a preocupação da categoria envolve a possibilidade de o INPC de agosto registrar deflação, o que reduziria o percentual final de reajuste caso a proposta seja mantida. “Chegou-se a um índice aí de 0,6% mais o INPC, porém esse mês de agosto está se afigurando ter um INPC com deflação”, disse. O sindicato busca um acordo de, no mínimo, 5% aci-ma do INPC. O presidente do sindicato afirmou, ainda, que a discussão não está restrita aos salários. O acordo coletivo possui 139 cláusulas relacionadas às condições de trabalho e aos benefícios dos bancários. “Temos outras situações agravantes, não é só uma cláusula. São 139 cláusulas que reé somente o índice financeiro 

Entre as preocupações citadas pelo dirigente estão mudanças no modelo de custeio de benefícios de trabalhadores da Caixa Econômica Federal. Segundo ele, a combinação entre o reajuste proposto e mudanças nas contribuições poderá reduzir o ganho efetivo dos empregados. O sindicalista também mencionou situações envolvendo funcionários do Banco do Brasil e de instituições privadas. Segundo ele, as perdas acumuladas justificam a busca por condições diferentes das apresentadas até agora nas negociações. “Nós queremos uma condição justa para os bancários, visto que nossos patrões têm aumentado a lucratividade”, afirmou. Alexandre argumentou que o crescimento do patrimônio e dos resultados das instituições financeiras deve ser considerado na negociação com os trabalhadores. Para o dirigente, os bancários participam diretamente da geração dos resultados do setor e, por isso, reivindicam uma parcela maior desse crescimento. Apesar da indicação de paralisação a partir de quarta-feira, as negociações continuam.

BOLSA FAMÍLIA NÃO TERÁ REAJUSTE PREVISTO NO ORÇAMENTO DE 2027

Enviada na segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, a proposta de Orçamento para 2027 não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa social, valor inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025. Com a proposta, o benefício mínimo permanece em R$ 600 por família. O congelamento ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para conter o crescimento das despesas obrigatórias e transfere ao Congresso a discussão sobre uma eventual correção dos valores durante a tramitação do Orçamento.

Benefício congelado
O Bolsa Família não tem reajuste desde seu relançamento, em março de 2023.
A legislação do programa prevê que os valores podem ser corrigidos em um intervalo de até dois anos. Na interpretação do governo, porém, a regra autoriza a revisão, mas não determina que ela seja obrigatória.

Além do benefício mínimo de R$ 600, o programa prevê pagamentos adicionais conforme a composição da família. Existem benefícios extras de R$ 150 por criança de até 6 anos, de R$ 50 por gestante, de R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e de R$ 50 por bebê de até 6 meses. Os adicionais são cumulativos, de acordo com as características de cada família.

Quem recebe
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser até R$ 218. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, o programa alcançou cerca de 19,3 milhões de famílias. No mesmo período de 2025, eram aproximadamente 19,2 milhões de famílias atendidas. O número de beneficiários, portanto, permanece próximo ao registrado no ano anterior, apesar da redução na previsão orçamentária para 2027.

Pressão no Congresso
A decisão de manter os valores sem correção ocorre em um cenário de maior pressão sobre as contas públicas. O governo prevê redução nominal dos recursos destinados ao programa, enquanto tenta limitar o avanço das despesas obrigatórias.

Durante a tramitação do projeto no Congresso, parlamentares poderão discutir alterações na previsão orçamentária e pressionar por uma eventual recomposição dos benefícios.

Agência Brasil

A BOA DO DIA...