O dinheiro que sobra no orçamento
dos brasileiros depois das principais despesas está perto do menor nível já
registrado. Em maio, apenas 21,7% da renda permanecia disponível após gastos
essenciais e pagamentos relacionados a dívidas. Na prática, isso significa que, a cada R$ 100
recebidos, pouco mais de R$ 20 ficavam livres para outros gastos. O levantamento da consultoria Tendências
mostra que a situação chegou a um dos pontos mais apertados da série histórica,
iniciada em 2011.
O pior resultado até agora havia sido
registrado em janeiro e fevereiro deste ano, quando essa parcela caiu para 21%. Inflação acima do esperado e juros elevados
estão entre os fatores que pressionam o orçamento das famílias. Alimentação, transporte, aluguel e
medicamentos consomem uma parte significativa da renda, enquanto empréstimos e
financiamentos reduzem ainda mais o espaço para novos gastos.
Quando as dívidas são retiradas da conta, a
situação melhora, mas a folga continua limitada. Em maio, 41,64% da renda
permanecia disponível depois das despesas essenciais — o equivalente a R$ 41,64
de cada R$ 100 recebidos. O cenário ajuda a explicar por que muitos
brasileiros sentem que o salário acaba antes mesmo do fim do mês. Alimentação, transporte e moradia estão entre
os gastos que pesam na renda.
FATOR RRH
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